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terça-feira, 31 de março de 2020

Governo do Acre estuda toque de recolher em todo o Estado


O governo do Acre poderá tomar uma atitude enérgica nos próximos dias contra aqueles que insistem e não seguir as recomendações de isolamento social expedidas em decreto. Uma reunião está marcada para próxima quarta-feira, dia 1, com o Comitê de Acompanhamento Especial do Coronavírus (Covid-19) para decidir se haverá toque de recolher em todo o Estado. A medida teria apoio das 22 prefeituras e inicialmente a medida começaria a valer a partir das 20h.

“Amanhã vai ter uma reunião do Comitê para falar sobre o decreto e aí nós vamos colocar essa e outras medidas na mesa”, argumenta Gladson Cameli.

Desde que o presidente Jair Bolsonaro se pronunciou ser contra o isolamento, parte considerável dos acreanos que estavam em isolamento saíram de suas casas nos últimos dias. O centro de Rio Branco que estava vazio começa a apresentar o tráfego de veículos como se fosse um dia normal, mesmo com parte considerável de lojas fechadas.


O Acre tem hoje 41 casos confirmados de covid-19. Projeções otimistas que subsidiam decisões do governador estimam que o Acre terá 86,6 mil pessoas expostas ao novo coronavírus e 678 pacientes hospitalizados que requerem cuidados intensivos. O número de mortos poderá chegar a casa dos 300, conforme estudo da secretaria de saúde e Universidade Federal do Acre.

Governo lança aplicativo que faz comparativo de preços em estabelecimentos do AC


O app está disponível para download e pode ser baixado de forma gratuita nos sistemas operacionais Android (Google) e iOS (Apple).

O Governo do Estado lançou na tarde desta segunda-feira, 30, o aplicativo Menor Preço Brasil. Com ele, o usuário pode consultar e comparar o valor de um mesmo produto em diversos estabelecimentos do comércio local, informando a descrição/nome do produto ou o código de barras. O aplicativo é uma iniciativa da Secretaria da Fazenda (Sefaz).

Durante reunião com a equipe do governo e um representante do comércio, a secretária da Fazenda, Semírames Dias, apresentou a ferramenta e explicou como surgiu o projeto. “Conseguimos tornar o aplicativo acessível ao estado do Acre através de um termo de cooperação técnica com a Sefaz do Rio Grande do Sul”, explicou.

Estiveram presentes no evento os secretários de Casa Civil, Ribamar Trindade; de Comunicação, Silvânia Pinheiro; de Produção e Agronegócio, Edivan Azevedo; de Planejamento e Gestão, Ricardo Brandão; de Desenvolvimento Urbano e Regional, Victor Bonecker; de Secretaria de Estado de Assistência Social, dos Direitos Humanos e de Políticas para as Mulheres, Claire Cameli; além do secretário-adjunto do Tesouro Estadual, Raymson Ribeiro.

Para o presidente da Associação Comercial, Industrial, de Serviços e Agrícola do Acre (Acisa), Celestino Bento, a ação é importante tanto para a população, quanto para os comerciantes.“Vem a calhar com a necessidade e vai contribuir na busca mais rápida por preços menores. Facilita a vida do consumidor e também a vida de quem empreende, porque coloca preços justos no mercado”, destacou o representante.

O aplicativo funciona por meio de consultas às Notas Fiscais de Consumidor Eletrônicas (NFC-e), e os preços dos produtos são atualizados em tempo real, ou seja, quando um estabelecimento realiza uma venda, os valores automaticamente são alterados na plataforma.

Ribamar Trindade, secretário da Casa Civil, elogiou a iniciativa da Sefaz e destacou a importância do app. “A secretária Semírames está de parabéns juntamente com sua equipe pela iniciativa, pois no mundo digital em que vivemos, plataformas como essas são essenciais para comerciantes e consumidores. A criação e disponibilidade de uma ferramenta como esta permitirá acesso aos mais variados preços de mercado”, disse o gestor da pasta.

O app está disponível para download e pode ser baixado de forma gratuita nos sistemas operacionais Android (Google) e iOS (Apple).

Acreanos passam por momentos de tensão na Bolívia e pedem socorro para voltar para casa


Cerca de 300 brasileiros, entre eles, vários acreanos, estão entre os estudantes de medicina que deixaram suas casas em busca de realizar o sonho de ser médico cursando uma faculdade em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia.

Com a pandemia do coronavírus e a obrigação de quarentena adotada pelo país vizinho, as aulas foram suspensas no dia 13 de março, sem previsão de volta.

Por conta da situação, os estudantes, assustados com o momento vivido também na Bolívia pedem ajuda. Os estudantes se organizaram em grupos de WhatsApp e cerca de 250 manifestaram desejo de voltar para casa. Desde então, esses estudantes têm pedido ajuda do consulado brasileiro em Santa Cruz e também do Itamaraty para serem repatriados. Até o momento, sem sucesso.

“Nós temos tido muito problema e pouca ajuda. A gente liga no Itamaraty, eles nos passam informações que são básicas, mas que o consulado daqui não tem conhecimento. É impressionante como eles não tem uma resposta concreta. A única coisa que ouvimos é dizer que estão tentando resolver”, afirma Josi Pires.

A estudante conta que muitos alunos estão abalados psicologicamente, já que não existe previsão para o fim da pandemia e muitos brasileiros têm dito dificuldade de ir ao supermercado. Muitas vezes, quando conseguem, encontram prateleiras vazias.

“Só queremos retornar para as nossas casas até que tudo isso passe. Temos família muito preocupada com a gente no Brasil. Não estamos tendo o direito de voltar para casa. Aqui a gente não tá tendo nem como sair para comprar alimentos. Aqui, cada pessoa só sai no dia específico de acordo com o número final do seu carnê de identificação. Só que para quem é calouro, alguns policiais aceitam o final do RG ou o passaporte. Outros, querem prender. Só pode sair de casa uma vez por semana, de 7 ao meio dia e ainda corremos o risco de sermos presos”, diz Josi.

A brasileira conta que diversos países fizeram o repatriamento de estudantes de Santa Cruz. Outro fator que assusta é o desabastecimento de alimentos nos supermercados. “Infelizmente, o dia que conseguimos ir no supermercado temos a chance de encontrar as prateleiras vazias. Todos os estudantes com quem tenho conversado afirmam está vivendo cenas de filme de terror. O que a gente não consegue entender é que diversos outros países repatriaram seus estudantes. Porque só o Brasil não consegue? Precisamos de ajuda”, afirma a estudante.

ac24horas

sexta-feira, 27 de março de 2020

ME DÊ MOTIVO - TIM MAIA





NÃO FAZ SENTIDO!!! É MELHOR ASSIM!!!

'Puxava o ar e não vinha'; curados relatam sintomas e sofrimentos causados pelo coronavírus

Advogada Renata Berenguer, de 30 anos, é uma das pacientes com cura comprovada da Covid-19 — Foto: Arquivo pessoal

Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus, pode provocar dificuldade para respirar, tosse e febre. Infectados também sofrem com isolamento e medo.

Falta de ar, cansaço, fraqueza, febre, tosse, dores de cabeça e no corpo são sintomas que aparecem com mais frequência nos relatos de quem foi diagnosticado com Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus, e se curou.

Além dos desconfortos físicos, estes sobreviventes ainda precisam lidar com o sofrimento causado pelo isolamento, pela ansiedade diante de uma nova doença e pelo medo de contaminar família, amigos e pessoas de grupos de risco, como idosos.

Renata Berenguer, de 30 anos, foi diagnosticada com Covid-19 — e agora, felizmente, está curada. De Recife (PE), a advogada disse ao G1 que acordou com dores na cabeça e no corpo no começo de março, quando ainda não havia confirmações da doença no estado. Achou que era uma virose, comum no pós-carnaval.

"A ficha só começou a cair quando voltava para a capital pernambucana após uma viagem a trabalho em Blumenau (SC). Quando pego o avião São Paulo/Recife, tento dormir e sinto uma sensação estranha. Puxava o ar e não vinha. Já tinha algumas pessoas de máscara, mas não imaginava. Eu nem sonhava em coronavírus, mas senti algo estranho”, lembra.

A advogada defende que seu caso é a prova de que a doença existe e pode acometer pessoas de todas as idades. Ela ainda reforça que a recomendação de isolamento social deve ser seguida à risca. "O que precisa ser feito é o isolamento. É esse gesto de amor. [Após o disgnóstico] Vim diretamente para minha casa, seguindo um protocolo de isolamento absoluto que em nenhum momento hesitei descumprir", diz.

"As pessoas vão sentir dor de cabeça e outros sintomas achando que não é nada. A única coisa a fazer é ficar em casa. Só nos resta isso. É uma oportunidade de refletir como ser diferente, como ser uma pessoa melhor”, completa Renata.

A empresa em que Renata trabalha disponibilizou um médico infectologista para acompanhá-la. Renata, que pratica esportes desde criança e treina todos os dias, sentiu o baque de ter que ficar em casa. O medo, afirma, era um sentimento constante: de uma doença desconhecida, de mostrar fragilidade aos pais, da reação dos amigos, de que a saúde piorasse.

“Os primeiros dias foram uma das piores partes. Aquela ansiedade de você saber se tem ou não, conviver com a possibilidade de passar para as pessoas que você ama. Meu pai tem 70 anos e problemas pulmonares sérios. Meu sobrinho tem meses [de idade], meus colegas de trabalho e de todos que tive contato. Era um pavor”, afirma.

Vera Lúcia Ferreira, de 44 anos, também é uma sobrevivente da Covid-19. De Rio Verde, no sudoeste de Goiás, a recepcionista diz que enfrentou 14 dias de isolamento — longe até da família — após o diagnóstico. Agora, ela comemora a própria recuperação. "Com apoio de todo mundo, com carinho, venci", afirma ao G1.

Apesar de relatar os mesmo sintomas de uma gripe comum, a sobrevivente alerta para o perigo de subestimar o novo coronavírus.

"Eu comecei sentindo uma tosse seca, dor de cabeça, dor no corpo. Depois veio a febre. Foi quando eu resolvi entrar em contato com o pessoal da vigilância e pedi orientação. [...] Não é só uma gripezinha boba. Tem que se cuidar mesmo”, afirmou.
Vera Lúcia Ferreira, 44 anos, moradora de Rio Verde Goiás que foi infectada pelo coronavírus e se curou — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Vera diz que não teve medo de morrer, mas que temia pelos seus parentes, com quem convivia diariamente. “Minha cabeça ficou um turbilhão de coisas no momento. Pensava no meu pai, que mora comigo e é de idade. Nos meus filhos, no meu esposo. Mas já passou. Agora estou curada”, afirma.

Após duas semanas em isolamento, Vera recebeu alta na segunda-feira (23). Seu maior alívio, diz, foi poder voltar a conviver no mesmo ambiente em que a família. “Estou muito feliz, minha família está feliz. Foi muito assustador para todo mundo da família, mas tive apoio e estou aqui”.

De Brasília (DF), a advogada Daniela Teixeira, de 48 anos, é outra sobrevivente da Covid-19. Seus sintomas, diz, "foram leves" e persistiram por quase uma semana. Daniela lembra que "era algo muito parecido com uma gripe, dor no corpo, dor de cabeça, mal-estar generalizado", mas sentia medo e preocupação.

"O chão se abre, e o desespero toma conta da gente. O mundo está parado por conta do coronavírus, e você recebe quase uma sentença de morte", afirma.

Após o resultado positivo para a doença, Daniela conta que um dos desafios foi a convivência dentro da própria casa. O marido e os dois filhos, que moram com ela, não estavam doentes, mas também tiveram que ficar em quarentena. "Quem estava dentro de casa comigo tinha que permanecer comigo. Meus filhos não podiam sair, porque poderiam levar o vírus para fora de casa. Ficamos os quatro confinados."
Primeira paciente curada da Covid-19 no DF fala sobre doença e isolamento

Depois de oito dias enfrentando a doença, veio a boa notícia. Na terça-feira (24), Daniela soube que estava curada. Apesar disso, os cuidados e o isolamento continuam. Por recomendação dos médicos, Daniela não pode sair de casa até, pelo menos, o dia 1º de abril.

"Não é uma 'gripezinha' de forma nenhuma. Algumas pessoas vão ter a sorte que eu tive de passar por isso e ficar sem sequelas, mas hoje eu tenho três amigas internadas, na UTI. Uma delas em estado grave. É bem mais que uma 'gripezinha', pelo volume de pessoas que ela [doença] alcança, e pela gravidade que os sintomas podem ter, é preciso acreditar [na gravidade]. É preciso evitar o vírus e fazer a quarentena", completa.

A cantora Preta Gil, de 45 anos, também se curou da Covid-19. Os primeiros sintomas que ela relatou ter foram calafrio, dor de cabeça e no corpo e "uma ligeira dor de garganta".

Agora, após o período de isolamento e a alta médica, a cantora comemora poder voltar a dormir com o marido. "A gente vai dormir juntos, na nossa cama", diz.

Papa reza só e concede indulgência plenária por pandemia de coronavírus


Atitude inédita permite que mais de 1,3 bilhão de católicos obtenham a indulgência plenária, ou seja, o perdão de seus pecados, em meio a medidas de confinamento que afetam mais de 3 bilhões de pessoas.

Papa faz missa na Praça São Pedro vazia nesta sexta (27) — Foto: Guglielmo Mangiapane/Reuters

O Papa Francisco rezou nesta sexta-feira (27) sozinho diante da imensa praça de São Pedro vazia e deu a bênção e a indulgência plenária ao mundo pela pandemia de coronavírus que o assola. Não há registro de gesto semelhante na história do Vaticano.

Foi um ritual inédito, durante o qual ele deu a bênção "Urbi et Orbi" (à cidade e ao mundo) a todos os fiéis.

A bênção permite que mais de 1,3 bilhão de católicos obtenham a indulgência plenária, ou seja, o perdão de seus pecados, em um momento tão difícil, com medidas de confinamento que afetam mais de 3 bilhões de pessoas.

A bênção extraordinária Urbi et Orbi é a mesma que os pontífices costumam transmitir apenas em 25 de dezembro e no domingo de Páscoa, datas em que se lembra o nascimento e a morte de Jesus.

A imagem do chefe da Igreja católica orando sozinho diante da imensa esplanada pelo fim da guerra contra um inimigo invisível é quase cinematográfica.

Papa reza na Praça São Pedro vazia nesta sexta-feira (27) — Foto: Reuters/Guglielmo Mangiapane

'Um mundo doente'

Na oração, o papa ressaltou a avidez pelo lucro, que fez com que muitos não despertassem face a guerras e injustiças planetárias. "Não ouvimos o grito dos pobres e do nosso planeta gravemente enfermo", disse. "Avançamos, destemidos, pensando que continuaríamos sempre saudáveis num mundo doente. Agora nós, sentindo-nos em mar agitado, imploramos-Te: 'Acorda, Senhor!'", rezou.

Ele também aproveitou para valorizar aqueles que estão se dedicando a cuidar dos doentes.

"É o tempo de reajustar a rota da vida rumo a Ti, Senhor, e aos outros. E podemos ver tantos companheiros de viagem exemplares, que, no medo, reagiram oferecendo a própria vida... É a vida do Espírito, capaz de resgatar, valorizar e mostrar como as nossas vidas são tecidas e sustentadas por pessoas comuns (habitualmente esquecidas), que não aparecem nas manchetes dos jornais e revistas, nem nas grandes passarelas do último espetáculo, mas que hoje estão, sem dúvida, a escrever os acontecimentos decisivos da nossa história: médicos, enfermeiros e enfermeiras, trabalhadores dos supermercados, pessoal da limpeza, curadores, transportadores, forças policiais, voluntários, sacerdotes, religiosas e muitos – mas muitos – outros que compreenderam que ninguém se salva sozinho...", prosseguiu.

(veja a íntegra da oração no final da matéria)

Um evento extraordinário

"Se trata de um evento extraordinário presidido pelo papa, em um momento específico, quando o mundo cai de joelhos pela pandemia. Um momento de graça extraordinária que nos dá a oportunidade de viver esse tempo de sofrimento e medo com fé e esperança", explicou o Vaticano em uma nota.

Desde que a epidemia de coronavírus eclodiu na Europa, o Papa Francisco se pronunciou em várias ocasiões, lembrando em particular dos médicos e enfermeiros, que estão na linha de frente da luta, e pedindo aos padres para acompanhar os doentes e moribundos.

Francisco, que teve que limitar suas ações e agenda para evitar possíveis contágios, se prepara para celebrar a primeira Semana Santa da era moderna, sem fiéis nem procissões.

Na quinta-feira, dois jornais italianos noticiaram que o pontífice teve teste negativo para o coronavírus. O pontífice foi submetido a um teste na quarta-feira (25), após a descoberta no mesmo dia de um caso de contaminação de um religioso que vive na mesma residência há anos, de acordo com os jornais "Messagero" e "Fatto Quotidiano".

Texto integral da bênção "Urbi et Orbi" de 27 de março

"Ao entardecer…" (Mc 4, 35): assim começa o Evangelho, que ouvimos. Desde há semanas que parece o entardecer, parece cair a noite. Densas trevas cobriram as nossas praças, ruas e cidades; apoderaram-se das nossas vidas, enchendo tudo dum silêncio ensurdecedor e um vazio desolador, que paralisa tudo à sua passagem: pressente-se no ar, nota-se nos gestos, dizem-no os olhares. Revemo-nos temerosos e perdidos. À semelhança dos discípulos do Evangelho, fomos surpreendidos por uma tempestade inesperada e furibunda. Demo-nos conta de estar no mesmo barco, todos frágeis e desorientados mas ao mesmo tempo importantes e necessários: todos chamados a remar juntos, todos carecidos de mútuo encorajamento. E, neste barco, estamos todos. Tal como os discípulos que, falando a uma só voz, dizem angustiados "vamos perecer" (cf. 4, 38), assim também nós nos apercebemos de que não podemos continuar estrada cada qual por conta própria, mas só o conseguiremos juntos.

Rever-nos nesta narrativa, é fácil; difícil é entender o comportamento de Jesus. Enquanto os discípulos naturalmente se sentem alarmados e desesperados, Ele está na popa, na parte do barco que se afunda primeiro... E que faz? Não obstante a tempestade, dorme tranquilamente, confiado no Pai (é a única vez no Evangelho que vemos Jesus a dormir). Acordam-No; mas, depois de acalmar o vento e as águas, Ele volta-Se para os discípulos em tom de censura: "Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?" (4, 40).

Procuremos compreender. Em que consiste esta falta de fé dos discípulos, que se contrapõe à confiança de Jesus? Não é que deixaram de crer N’Ele, pois invocam-No; mas vejamos como O invocam: "Mestre, não Te importas que pereçamos?" (4, 38) Não Te importas: pensam que Jesus Se tenha desinteressado deles, não cuide deles. Entre nós, nas nossas famílias, uma das coisas que mais dói é ouvirmos dizer: "Não te importas de mim". É uma frase que fere e desencadeia turbulência no coração. Terá abalado também Jesus, pois não há ninguém que se importe mais de nós do que Ele. De fato, uma vez invocado, salva os seus discípulos desalentados.

A tempestade desmascara a nossa vulnerabilidade e deixa a descoberto as falsas e supérfluas seguranças com que construímos os nossos programas, os nossos projetos, os nossos hábitos e prioridades. Mostra-nos como deixamos adormecido e abandonado aquilo que nutre, sustenta e dá força à nossa vida e à nossa comunidade. A tempestade põe a descoberto todos os propósitos de "empacotar" e esquecer o que alimentou a alma dos nossos povos; todas as tentativas de anestesiar com hábitos aparentemente "salvadores", incapazes de fazer apelo às nossas raízes e evocar a memória dos nossos idosos, privando-nos assim da imunidade necessária para enfrentar as adversidades.

Com a tempestade, caiu a maquiagem dos estereótipos com que mascaramos o nosso "eu" sempre preocupado com a própria imagem; e ficou a descoberto, uma vez mais, aquela (abençoada) pertença comum a que não nos podemos subtrair: a pertença como irmãos.

"Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?" Nesta tarde, Senhor, a tua Palavra atinge e toca-nos a todos. Neste nosso mundo, que Tu amas mais do que nós, avançamos a toda velocidade, sentindo-nos em tudo fortes e capazes. Na nossa avidez de lucro, deixamo-nos absorver pelas coisas e transtornar pela pressa. Não nos detivemos perante os teus apelos, não despertamos face a guerras e injustiças planetárias, não ouvimos o grito dos pobres e do nosso planeta gravemente enfermo. Avançamos, destemidos, pensando que continuaríamos sempre saudáveis num mundo doente. Agora nós, sentindo-nos em mar agitado, imploramos-Te: "Acorda, Senhor!"

"Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?" Senhor, lanças-nos um apelo, um apelo à fé. Esta não é tanto acreditar que Tu existes, como sobretudo vir a Ti e fiar-se de Ti. Nesta Quaresma, ressoa o teu apelo urgente: "Convertei-vos…". "Convertei-Vos a Mim de todo o vosso coração" (Jl 2, 12). Chamas-nos a aproveitar este tempo de prova como um tempo de decisão. Não é o tempo do teu juízo, mas do nosso juízo: o tempo de decidir o que conta e o que passa, de separar o que é necessário daquilo que não o é. É o tempo de reajustar a rota da vida rumo a Ti, Senhor, e aos outros. E podemos ver tantos companheiros de viagem exemplares, que, no medo, reagiram oferecendo a própria vida. É a força operante do Espírito derramada e plasmada em entregas corajosas e generosas. É a vida do Espírito, capaz de resgatar, valorizar e mostrar como as nossas vidas são tecidas e sustentadas por pessoas comuns (habitualmente esquecidas), que não aparecem nas manchetes dos jornais e revistas, nem nas grandes passarelas do último espetáculo, mas que hoje estão, sem dúvida, a escrever os acontecimentos decisivos da nossa história: médicos, enfermeiros e enfermeiras, trabalhadores dos supermercados, pessoal da limpeza, curadores, transportadores, forças policiais, voluntários, sacerdotes, religiosas e muitos – mas muitos – outros que compreenderam que ninguém se salva sozinho. Perante o sofrimento, onde se mede o verdadeiro desenvolvimento dos nossos povos, descobrimos e experimentamos a oração sacerdotal de Jesus: "Que todos sejam um só" (Jo 17, 21). Quantas pessoas dia a dia exercitam a paciência e infundem esperança, tendo a peito não semear pânico, mas corresponsabilidade! Quantos pais, mães, avôs e avós, professores mostram às nossas crianças, com pequenos gestos do dia a dia, como enfrentar e atravessar uma crise, readaptando hábitos, levantando o olhar e estimulando a oração! Quantas pessoas rezam, se imolam e intercedem pelo bem de todos! A oração e o serviço silencioso: são as nossas armas vencedoras.

"Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?" O início da fé é reconhecer-se necessitado de salvação. Não somos autossuficientes, sozinhos afundamos: precisamos do Senhor como os antigos navegadores, das estrelas. Convidemos Jesus a subir para o barco da nossa vida. Confiemos-Lhe os nossos medos, para que Ele os vença. Com Ele a bordo, experimentaremos – como os discípulos – que não há naufrágio. Porque esta é a força de Deus: fazer resultar em bem tudo o que nos acontece, mesmo as coisas ruins. Ele serena as nossas tempestades, porque, com Deus, a vida não morre jamais.

O Senhor interpela-nos e, no meio da nossa tempestade, convida-nos a despertar e ativar a solidariedade e a esperança, capazes de dar solidez, apoio e significado a estas horas em que tudo parece naufragar. O Senhor desperta, para acordar e reanimar a nossa fé pascal. Temos uma âncora: na sua cruz, fomos salvos. Temos um leme: na sua cruz, fomos resgatados. Temos uma esperança: na sua cruz, fomos curados e abraçados, para que nada e ninguém nos separe do seu amor redentor. No meio deste isolamento que nos faz padecer a limitação de afetos e encontros e experimentar a falta de tantas coisas, ouçamos mais uma vez o anúncio que nos salva: Ele ressuscitou e vive ao nosso lado. Da sua cruz, o Senhor desafia-nos a encontrar a vida que nos espera, a olhar para aqueles que nos reclamam, a reforçar, reconhecer e incentivar a graça que mora em nós. Não apaguemos a mecha que ainda fumega (cf. Is 42, 3), que nunca adoece, e deixemos que reacenda a esperança.

Abraçar a sua cruz significa encontrar a coragem de abraçar todas as contrariedades da hora atual, abandonando por um momento a nossa ânsia de onipotência e possessão, para dar espaço à criatividade que só o Espírito é capaz de suscitar. Significa encontrar a coragem de abrir espaços onde todos possam sentir-se chamados e permitir novas formas de hospitalidade, de fraternidade e de solidariedade. Na sua cruz, fomos salvos para acolher a esperança e deixar que seja ela a fortalecer e sustentar todas as medidas e estradas que nos possam ajudar a salvaguardar-nos e a salvaguardar. Abraçar o Senhor, para abraçar a esperança. Aqui está a força da fé, que liberta do medo e dá esperança.

"Porque sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?" Queridos irmãos e irmãs, deste lugar que atesta a fé rochosa de Pedro, gostaria nesta tarde de vos confiar a todos ao Senhor, pela intercessão de Nossa Senhora, saúde do seu povo, estrela do mar em tempestade. Desta colunata que abraça Roma e o mundo desça sobre vós, como um abraço consolador, a bênção de Deus. Senhor, abençoa o mundo, dá saúde aos corpos e conforto aos corações! Pedes-nos para não ter medo; a nossa fé, porém, é fraca e sentimo-nos temerosos. Mas Tu, Senhor, não nos deixes à mercê da tempestade. Continua a repetir-nos: "Não tenhais medo!" (Mt 14, 27). E nós, juntamente com Pedro, "confiamos-Te todas as nossas preocupações, porque Tu tens cuidado de nós" (cf. 1 Ped 5, 7).

O sentido da Quarentena! Por Chagas Batista.

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O SENTIDO DA QUARENTENA

Ela não não é uma invenção de políticos de esquerda ou direita, como insinua o presidente do Brasil. Elas estão sendo recomendadas em todo o mundo por especialistas, infectologistas e a organização mundial de saúde .

Antes de realizar as quarentenas países como o Japão, Coréia do Sul e Cingapura tomaram medidas no começo da epidemia, isolando as pessoas que estavam contaminadas. O resultado foi exitoso

Outros países como Itália, Espanha, EUA, Brasil e França deixaram essa oportunidade passar e agora estão pagando caro e todos foram obrigados pela realidade a decretar quarentenas.

Quanto tempo vão durar as quarentenas? Não sabemos. A situação econômica de todos os países será abaladas. Infelizmente parece que não temos outra alternativa senão o isolamento.

É por isso que os países mais civilizados do planeta estão decretando "quarentenas" obrigatórias imediatamente e aprovaram pacotes de bilhões de dólares para ajudar empresas e trabalhadores. A ideia é controlar a epidemia para todos voltarem às atividades produtivas.

O Brasil disponibiliza 2% do PIB, o Estados Unidos 6,3%, a Alemanha 12% e o Reino Unido 17%. Há esperanças. A China conseguiu controlar, Japão desde o início, Alemanha tem conseguido alguns êxitos.

Portanto, a prudência, a ciência, o Amor ao próximo, a inteligência, a solidariedade nos diz que ficar em casa, respeitando as regas definidas por cientistas e infectologistas é a melhor forma de nos protegermos, defender nossos familiares e nossa sociedade.

Quem nega os fatos, diz que há uma conspiração mundial contra si. Esses sim, estão politizando um tema de saúde pública que precisa de medidas orientadas não por políticos, mas pelos cientista da área em todo o Planeta.

Apesar de autorização de Bolsonaro, Igreja Católica não realizará missas.


A Igreja Católica, maior religião brasileira, informou que manterá a decisão de não realizar missas para evitar aglomerações, o que facilitaria o contágio de coronavírus. A decisão foi divulgada hoje em carta da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).

"A CNBB, considerando as orientações emanadas pelas autoridades competentes do Ministérios da Saúde, que indicam o distanciamento social, orienta os bispos que as igrejas podem permanecer abertas, porém, do modo como tem sido feito até agora, apenas para orações individuais, transmissões online, etc", justifica trecho da carta da CNBB.

Projeto de Lei de Edvaldo Magalhães suspende o pagamento dos empréstimos consignados por três


Devido a crise causada pela pandemia do coronavirus , covid-19, muitos políticos tem buscado alternativas para que a população sinta o mínimo possível os efeitos da crise financeira causada pela paralisação do setor trabalhista. 

Dentre os representantes do legislativo acreano , Edvaldo Magalhães ( PCdoB) tem apresentado projetos de lei que garantem a suspensão do pagamento de energia e de água durante noventa dias. Sua ideia foi acatada pelo governador Gladson Cameli e também pela Agência Nacional de Energia Elétrica. 

O deputado também propôs por meio de um PL que seja suspenso o pagamento dos empréstimos consignados dos servidores estaduais por um período de 90 dias. A lei garante ainda, que o adiamento não resultará em acréscimo de juros ou multas aos clientes. Cabendo as instituições financeiras e os clientes fazerem a renegociação das parcelas. 

Confira o Projeto de Lei 

Art. 1º Ficam suspensas as cobranças de empréstimos consignados (ou seja, com desconto em folha) contraídos pelos servidores públicos estaduais, junto às instituições financeiras, pelo prazo de 90 dias, em decorrência da pandemia causada pelo novo coronavírus (COVID-19).

Parágrafo único. O prazo de suspensão estabelecido no caput poderá ser prorrogado por igual período ou por enquanto durar o estado de calamidade pública.

Art. 2º Caberá às instituições financeiras e servidores definirem novas regras de parcelamento da dívida acumulada neste período, sem a incidência de juros ou multas.

Art. 3º Caberá à Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão – SEPLAG orientar e desenvolver meios de acompanhamento dos servidores com relação aos procedimentos a serem adotados e intermediar o diálogo com as instituições financeiras. 

Por Leandro Matthaus/ Portal Taraua

Jenilson cobra mais responsabilidade sanitária do governo e suspensão de aulas


O deputado estadual Jenilson Leite (PSB), médico infectologista, cobrou mais empenho do governo do Acre para cortar a cadeia de transmissão do covid-19 (novo coronavírus) no estado.

Para o infectologista, é preciso que o governo tome medidas mais enérgica.

“Embora em solo acreano os testes tenham apresentados resultados negativos, mas devido ao fluxo de voos de pessoas que vão e que vêm para o estado provavelmente já exista pessoas contaminadas”, enfatiza o parlamentar

Leite destacou que o governador tomou algumas medidas, por exemplo, como a suspensão dele de viajar e da equipe de saúde, mas isso não é suficiente para conter a contaminação.

“O governador e a equipe de saúde deixar de viajar não é suficiente para evitar a transmissão do vírus”, afirma o infectologista.

Entenda o planejamento ambicioso do Flamengo para ter elenco 'voando' na volta do calendário


Entenda o planejamento ambicioso do Flamengo para ter elenco 'voando' na volta do calendário.

Departamento médico do Rubro-Negro entende que a preocupação agora é que os atletas mantenham um certo nível de preparação, para que ao retornarem não demorem a recuperar a forma.Gazeta Press

Equipe do momento no futebol brasileiro, o Flamengo tenta ser de ‘outro patamar’ até na paralisação. A pandemia do coronavírus fez os clubes fecharem seus CTs e os jogadores aguardam em casa o retorno das atividades. Sem previsão para a bola voltar a rolar, os clubes tentam aliviar os impactos da inatividade sobre os atletas.

Os departamentos médico e físico do Flamengo estão executando um planejamento ambicioso e provavelmente sem paralelo no país. Com uma das melhores estruturas disponíveis no Brasil, o Rubro-Negro busca evitar maiores problemas no futuro.

Uma das características do Flamengo campeão brasileiro e da Conmebol Libertadores em 2019 foi o baixo índice de lesões. Isso foi o resultado da integração dos diversos departamentos que cuidam dos atletas. Preparação física de excelência, conjugada com a fisiologia e o apoio do departamento médico.

O desafio que se apresenta agora com a quarentena do coronavírus é inédito. Diferente das férias normais, os jogadores são forçados a permanecerem dentro de suas casas. As academias, inclusive as dos condomínios, estão fechadas.

Para piorar, também ao contrário das férias, o calendário apertado não dará tempo para uma pré-temporada de duração adequada. Em entrevista à FlaTv, o preparador português Mário Monteiro deu detalhes sobre o trabalho que está sendo feito com os atletas.

“O atleta recebe uma planilha de treinos. Quando ele termina a tarefa, ele vai à plataforma. Cada jogador tem o seu aplicativo (de celular) registrado numa plataforma. Quando termina, essa informação vai estar lá numa base de dados”, explicou.

As informações disponíveis são avaliadas pela fisiologia. Dados como o nível de cansaço, qualidade da estrutura muscular e stress permitem a avaliação qualitativa do treino.

Para melhorar as condições dos atletas em suas casas, o clube forneceu kits com equipamentos de ginástica e musculação. Na semana passada, o Flamengo entregou o material aos jogadores que permaneceram no Rio de Janeiro.

“O Flamengo é o único clube do Brasil que consegue proporcionar esta condição para nossos atletas. Esse é um grande elogio que eu tenho a fazer a toda estrutura do Clube de Regatas Flamengo”, disse Mário Monteiro.

Objetivo é evitar o destreinamento excessivo O Dr. Márcio Tannure ressaltou as diferenças em relação às férias normais. A preocupação agora é que os atletas mantenham um certo nível de preparação, para que ao retornarem não demorem a recuperar a forma.

“Quando eles estão de férias, talvez a gente se preocupe um pouco menos com essa questão. Porque ainda tem um período de pré-temporada. Nessa situação totalmente atípica, que ninguém imaginava que aconteceria, a gente está tentando ao máximo, E com uma preocupação até maior”, afirmou o Dr. Tannure.

“Por isso a gente se preocupou até em montar academias na casa de cada um. Porque a gente sabe que quando a gente voltar, vai estar com o calendário apertado. E provavelmente esse período de pré-temporada que a gente tinha (nas férias), a gente não vai ter”, continuou.

“A gente vai ter uma grande quantidade de jogos. Então o nosso sacrifício, especialmente deles, é para que eles tentem destreinar o mínimo possível”, concluiu.

O Flamengo disputou sua última partida antes da paralisação no sábado, dia 14 de março. Desde então os jogadores estão longe do CT Ninho do Urubu, que foi fechado no dia 16 por uma semana. No último sábado a diretoria prorrogou a suspensão das atividades no CT por tempo indeterminado.